Imagine-se numa enorme fila do supermercado após um longo dia de trabalho e com um longo trajeto até em casa, ocupando um tempo crucial na incerteza sobre a conclusão do seu objetivo: as compras. Pois bem, algumas pessoas podem identificar, validar e reconhecer a emoção experimentada nesse momento e portanto comportar-se de forma funcional tendo bons resultados e consequências; já outras, por dificuldades nesse processo de educação emocional, podem reprimir (segurar/esconder) essas emoções e emitir comportamentos onde ocorre explosão (ex. agressividade) ou uma inexpressividade emocional.
Os comportamentos, emoções e pensamentos relacionam-se e fazem parte de um esquema aprendido e reproduzido. Por exemplo: a "tal" da inexpressividade emocional pode ter como elemento a emoção medo: medo de falar e ser repreendido, medo de falar e estar errado, medo de falar e ser julgado ... enfim, cada ato que temos está diretamente ligado a forma como sentimos e pensamos.
Mas e se pensamos sobre o que conhecemos, pensamos sobre o que sentimos também, certo?
Certíssimo!
O que pensamos sobre as emoções são as nossas interpretações sobre o que sentimos e isso também é muito importante! Por exemplo: Se achamos que o que sentimos é banal e sem importância, logo podemos concluir que se expressar não vale a pena (pensamento) e se "por acaso"eu falar algo (comportamento) o nosso colega vai achar irrelevante e sem importância: logo teremos a inexpressividade emocional ou uma explosão de emoções que chamamos de DESREGULAÇÃO EMOCIONAL com uma DISTORÇÃO COGNITIVA.
A desregulação emocional, de forma breve e objetiva, é identificada pela INTENSIDADE da emoção sentida e pela adequação entre a sensação e a realidade, ou seja, o fato ocorrido! Se eu sinto ansiedade ao me deparar com uma prova que vou realizar daqui uma hora, a emoção está natural; afinal essa emoção me ajuda a me preparar para a atividade que irei realizar; porém, se a emoção ansiedade é sentida num alto nível ou sem um motivo em que essa emoção tenha funcionalidade - pronto! - Ai sim, é uma desregulação emocional!
Já a distorção cognitiva é a interpretação distorcida sobre a realidade, neste caso, sobre as emoções. Se eu sinto algo e interpreto de forma distorcida, logo a chance de adequação do comportamento com a realidade é minima, não é mesmo?
Enfim, na psicoterapia aprendemos sobre isso tudo e ainda desenvolvemos ferramentas individuais para cada vez mais adaptar de forma funcional comportamentos e pensamentos funcionais e permitir que nossas emoções sejam livres e compreendidas!
Lembrando que essa forma de trabalho é da Psicologia Cognitivo-Comportamental.
Faça terapia! Novos pensamentos geram novas possibilidades!
Psicóloga Julia de Moraes Nogueira
CRP 08/24347
Psicóloga Clínica em São José dos Pinhais.
