Expectativa e frustração são duas
sensações diariamente experimentadas pelos sujeitos, e tratando-se de aspectos corporais numa
representação de si não é diferente. A sociedade estabelece normas e padrões
corporais que impulsionam expectativas e exclui a tolerância com as diferenças.
Com o fortalecimento das lutas e diversos
movimentos sociais que buscam a quebra dos padrões e a tolerância com as
diferenças, a abertura mínima para o assunto tem sido possível.
Além disso, num processo de
desregulação emocional, a busca incessante pelo “corpo perfeito” sustenta uma
defesa num viés rígido de compensação, ou seja, mascara-se para obtenção de
satisfação que é incoerente com a real necessidade e demanda, muitas vezes.
O Psicólogo Clínico atua também em casos
que envolvem demandas relacionadas à alimentação, apesar de todo o estigma da
profissão, os resultados são reais tendo em vista que a atuação
visa justamente o embasamento e o motivo dessa busca que é sustentada pelas
expectativas do outro; e desenrola de forma funcional e
objetiva os motivos e adaptações coerentes com um desenvolvimento pessoal
positivo de aceitação do seu corpo e elevação da autoestima.
Em geral a tendência ao
perfeccionismo e a vontade de enquadrar-se ao desejo do outro sustentam a busca
pela aprovação dentro do padrão corporal, que se agrava quando há o processo de
compulsão ou evitação alimentar, fazendo com que o sujeito navegue em dois
extremos.
Tanto o comportamento de compulsão
como o de redução voluntária do consumo nutricional gera, posteriormente, uma
sensação de culpa e excesso de frustração devido o distanciamento dos
comportamentos do sujeito e do seu objetivo. A Psicologia, neste caso
especificamente a Terapia Cognitivo-Comportamental, através do plano de
tratamento e da elaboração do mapa cognitivo (como veremos adiante no blog),
estrutura intervenções especificas para a superação dessas desadaptações
alimentares. O desenvolvimento de habilidades comportamentais é uma das
ferramentas planejadas na terapia, além do trabalho com a imagem mental que
oferece ao paciente novas possibilidades e pensamentos resultando em
comportamentos fidedignos, redução da ansiedade e modificação de
cognições desadaptadas. A aceitação, o autocuidado e a autoestima relacionam o
sujeito com seu sistema de crenças e pensamentos automáticos que são construídos
ao longo do seu desenvolvimento e, portanto, são reavaliados na terapia para
verificação de sua validade, ou seja, para a verificação do sentido e da
realidade que há em cada crença.
Por exemplo, se sou muito criticada desenvolvo uma provável crença de que sou inferior, e consequentemente
estabeleço um vínculo (neste caso) com as expectativas corporais (padrão de
beleza) e busco de fato esse resultado; porém, devido a desregulação emocional
que vem justamente dessa desvalorização, eu acabo não conseguindo ter
comportamentos que me ajudem a atingir meu objetivo e então passo a me frustrar
e a fortalecer meu esquema de desvalor e desamor, contribuindo então para a
baixa auto-estima e demais fatores. E os pacientes por serem rígidos consigo,
passam a culpar-se por todo comportamento que se desviam, mesmo que minimamente,
do que é almejado e estabelecido por eles.
Portanto o trabalho da terapia
nesses casos é de reestruturação cognitiva, reavaliando as crenças do sujeito e
todas as questões que sustentam sua insegurança e desvalor. Essas modificações
refletem em novos comportamentos, adequação das emoções e melhoria na qualidade
de vida com a aceitação do sujeito sobre si, estabelecendo um vínculo de
valorização e comprometimento consigo.
Elabore novas possibilidades e
desenvolva emoções positivas acerca de si.
Procure um Psicólogo!!
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