CRP 08/25347

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A Terapia Cognitivo-Comportamental e os Transtornos Alimentares.

Expectativa e frustração são duas sensações diariamente experimentadas pelos sujeitos, e tratando-se de aspectos corporais numa representação de si não é diferente. A sociedade estabelece normas e padrões corporais que impulsionam expectativas e exclui a tolerância com as diferenças.
Com o fortalecimento das lutas e diversos movimentos sociais que buscam a quebra dos padrões e a tolerância com as diferenças, a abertura mínima para o assunto tem sido possível.
Além disso, num processo de desregulação emocional, a busca incessante pelo “corpo perfeito” sustenta uma defesa num viés rígido de compensação, ou seja, mascara-se para obtenção de satisfação que é incoerente com a real necessidade e demanda, muitas vezes.

O Psicólogo Clínico atua também em casos que envolvem demandas relacionadas à alimentação, apesar de todo o estigma da profissão, os resultados são reais tendo em vista que a atuação visa justamente o embasamento e o motivo dessa busca que é sustentada pelas expectativas do outro; e desenrola de forma funcional e objetiva os motivos e adaptações coerentes com um desenvolvimento pessoal positivo de aceitação do seu corpo e elevação da autoestima.
Em geral a tendência ao perfeccionismo e a vontade de enquadrar-se ao desejo do outro sustentam a busca pela aprovação dentro do padrão corporal, que se agrava quando há o processo de compulsão ou evitação alimentar, fazendo com que o sujeito navegue em dois extremos.

Tanto o comportamento de compulsão como o de redução voluntária do consumo nutricional gera, posteriormente, uma sensação de culpa e excesso de frustração devido o distanciamento dos comportamentos do sujeito e do seu objetivo. A Psicologia, neste caso especificamente a Terapia Cognitivo-Comportamental, através do plano de tratamento e da elaboração do mapa cognitivo (como veremos adiante no blog), estrutura intervenções especificas para a superação dessas desadaptações alimentares. O desenvolvimento de habilidades comportamentais é uma das ferramentas planejadas na terapia, além do trabalho com a imagem mental que oferece ao paciente novas possibilidades e pensamentos resultando em comportamentos fidedignos, redução da ansiedade e modificação de cognições desadaptadas. A aceitação, o autocuidado e a autoestima relacionam o sujeito com seu sistema de crenças e pensamentos automáticos que são construídos ao longo do seu desenvolvimento e, portanto, são reavaliados na terapia para verificação de sua validade, ou seja, para a verificação do sentido e da realidade que há em cada crença.

Por exemplo, se sou muito criticada desenvolvo uma provável crença de que sou inferior, e consequentemente estabeleço um vínculo (neste caso) com as expectativas corporais (padrão de beleza) e busco de fato esse resultado; porém, devido a desregulação emocional que vem justamente dessa desvalorização, eu acabo não conseguindo ter comportamentos que me ajudem a atingir meu objetivo e então passo a me frustrar e a fortalecer meu esquema de desvalor e desamor, contribuindo então para a baixa auto-estima e demais fatores. E os pacientes por serem rígidos consigo, passam a culpar-se por todo comportamento que se desviam, mesmo que minimamente, do que é almejado e estabelecido por eles.

Portanto o trabalho da terapia nesses casos é de reestruturação cognitiva, reavaliando as crenças do sujeito e todas as questões que sustentam sua insegurança e desvalor. Essas modificações refletem em novos comportamentos, adequação das emoções e melhoria na qualidade de vida com a aceitação do sujeito sobre si, estabelecendo um vínculo de valorização e comprometimento consigo.


Elabore novas possibilidades e desenvolva emoções positivas acerca de si.
Procure um Psicólogo!!


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